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Groups > pt.ciencia.geral > #502 > unrolled thread
| Started by | Patricia Ferreira <pferreira@example.com> |
|---|---|
| First post | 2024-01-24 19:51 -0300 |
| Last post | 2024-01-29 13:24 -0300 |
| Articles | 17 — 2 participants |
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sobre fontes e leitura Patricia Ferreira <pferreira@example.com> - 2024-01-24 19:51 -0300
Re: sobre fontes e leitura Ninguém <usenet@rasparta.org> - 2024-01-25 12:23 +0000
Re: sobre fontes e leitura Patricia Ferreira <pferreira@example.com> - 2024-01-25 11:13 -0300
Re: sobre fontes e leitura Ninguém <usenet@rasparta.org> - 2024-01-25 14:53 +0000
Re: sobre fontes e leitura Patricia Ferreira <pferreira@example.com> - 2024-01-25 15:15 -0300
Re: sobre fontes e leitura Ninguém <usenet@rasparta.org> - 2024-01-25 21:42 +0000
Re: sobre fontes e leitura Patricia Ferreira <pferreira@example.com> - 2024-01-25 21:08 -0300
Re: sobre fontes e leitura Ninguém <usenet@rasparta.org> - 2024-01-26 07:58 +0000
Re: sobre fontes e leitura Patricia Ferreira <pferreira@example.com> - 2024-01-26 12:08 -0300
Re: sobre fontes e leitura Patricia Ferreira <pferreira@example.com> - 2024-01-26 12:58 -0300
Re: sobre fontes e leitura Patricia Ferreira <pferreira@example.com> - 2024-01-26 15:00 -0300
Re: sobre fontes e leitura Ninguém <usenet@rasparta.org> - 2024-01-28 21:02 +0000
Re: sobre fontes e leitura Patricia Ferreira <pferreira@example.com> - 2024-01-28 22:36 -0300
Re: sobre fontes e leitura Ninguém <usenet@rasparta.org> - 2024-01-29 08:47 +0000
Re: sobre fontes e leitura Patricia Ferreira <pferreira@example.com> - 2024-01-29 11:30 -0300
Re: sobre fontes e leitura Ninguém <usenet@rasparta.org> - 2024-01-29 15:06 +0000
Re: sobre fontes e leitura Patricia Ferreira <pferreira@example.com> - 2024-01-29 13:24 -0300
| From | Patricia Ferreira <pferreira@example.com> |
|---|---|
| Date | 2024-01-24 19:51 -0300 |
| Subject | sobre fontes e leitura |
| Message-ID | <87sf2mgx9y.fsf@example.com> |
É incrível a quantidade de texto na web que ignora uma verdade bem provável, documentada em 2019 por Elizabeth Dressler. --8<---------------cut here---------------start------------->8--- Of the few studies that have investigated the influence of font type on information recall, data has shown that serif fonts significantly improve recall of information compared to sans serif fonts (Gasser, Boeke, Haffernan, & Tan, 2005; Halin, 2016; French et al., 2013). Dressler, Elizabeth, ``Understanding the Effect of Font Type on Reading Comprehension/Memory under Time-Constraints'', 2019, University of Nebraska at Omaha. https://digitalcommons.unomaha.edu/university_honors_program/70 --8<---------------cut here---------------end--------------->8---
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| From | Ninguém <usenet@rasparta.org> |
|---|---|
| Date | 2024-01-25 12:23 +0000 |
| Message-ID | <uotjs1$29vcn$1@dont-email.me> |
| In reply to | #502 |
On 24/01/24 22:51, Patricia Ferreira wrote: > Of the few studies that have investigated the influence of font type > on information recall, data has shown that serif fonts significantly > improve recall of information compared to sans serif fonts (Gasser, > Boeke, Haffernan, & Tan, 2005; Halin, 2016; French et al., 2013). > > Dressler, Elizabeth, ``Understanding the Effect of Font Type on > Reading Comprehension/Memory under Time-Constraints'', 2019, > University of Nebraska at Omaha. > https://digitalcommons.unomaha.edu/university_honors_program/70 Hehehe! Não estava a par disso. Nem estava sensibilizado para a temática. Mas agora refletindo... Sempre dei preferência a fontes sem serifa por serem mais bonitas (relativo) - têm uma aparência mais simples e "moderna"... mas quando elaborei os meus modelos para usar no LibreOffice, que é o que uso para documentos "oficiais" e destinados a impressão (raramente), acabei por escolher a fonte "Linux Libertine" que tem serifa. Ainda bem! Pelos vistos...
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| From | Patricia Ferreira <pferreira@example.com> |
|---|---|
| Date | 2024-01-25 11:13 -0300 |
| Message-ID | <87msstfqme.fsf@example.com> |
| In reply to | #503 |
Ninguém <usenet@rasparta.org> writes: > On 24/01/24 22:51, Patricia Ferreira wrote: >> Of the few studies that have investigated the influence of font type >> on information recall, data has shown that serif fonts significantly >> improve recall of information compared to sans serif fonts (Gasser, >> Boeke, Haffernan, & Tan, 2005; Halin, 2016; French et al., 2013). >> Dressler, Elizabeth, ``Understanding the Effect of Font Type on >> Reading Comprehension/Memory under Time-Constraints'', 2019, >> University of Nebraska at Omaha. >> https://digitalcommons.unomaha.edu/university_honors_program/70 > > Hehehe! > Não estava a par disso. Nem estava sensibilizado para a temática. Mas > agora refletindo... > Sempre dei preferência a fontes sem serifa por serem mais bonitas > (relativo) - têm uma aparência mais simples e "moderna"... mas quando > elaborei os meus modelos para usar no LibreOffice, que é o que uso > para documentos "oficiais" e destinados a impressão (raramente), Vais encontrar um resultado (muito) melhor com LaTeX. > acabei por escolher a fonte "Linux Libertine" que tem serifa. Ainda > bem! Pelos vistos... Bonita.
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| From | Ninguém <usenet@rasparta.org> |
|---|---|
| Date | 2024-01-25 14:53 +0000 |
| Message-ID | <2aa519e2d7ad5d2b8415771f2bfa15e2830e4ddb.camel@rasparta.org> |
| In reply to | #504 |
Patricia Ferreira (pferreira@example.com) escreveu no dia 2024-01-25 (Thursday), cerca das 11:13 -0300: > Vais encontrar um resultado (muito) melhor com LaTeX. É... ando há muito tempo a adiar a transição para LaTeX. Fiz umas explorações iniciais, mas ainda não tive oportunidade de me envolver nesse projeto a fundo. É daqueles projetos "talvez um dia..."!
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| From | Patricia Ferreira <pferreira@example.com> |
|---|---|
| Date | 2024-01-25 15:15 -0300 |
| Message-ID | <87wmrxe0uv.fsf@example.com> |
| In reply to | #505 |
Ninguém <usenet@rasparta.org> writes:
> Patricia Ferreira (pferreira@example.com) escreveu no dia 2024-01-25
> (Thursday), cerca das 11:13 -0300:
>> Vais encontrar um resultado (muito) melhor com LaTeX.
>
> É... ando há muito tempo a adiar a transição para LaTeX. Fiz umas
> explorações iniciais, mas ainda não tive oportunidade de me envolver
> nesse projeto a fundo. É daqueles projetos "talvez um dia..."!
Se nem instalou ainda, crie uma conta no Overleaf e cole o seguinte
documento lá.
--8<---------------cut here---------------start------------->8---
\documentclass[12pt,a4paper]{article}
\usepackage[text={6in,9.1in},centering]{geometry}
\usepackage[utf8]{inputenc}
\usepackage[T1]{fontenc}
\title{Sur la logique et les mathematiques}
\date{}
\begin{document}\fontfamily{cmr}\selectfont\maketitle
\section*{Introdución}
C'est quoi les mathematiques? C'est la logique, n'est pas?
\end{document}
--8<---------------cut here---------------end--------------->8---
Já começou hoje.
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| From | Ninguém <usenet@rasparta.org> |
|---|---|
| Date | 2024-01-25 21:42 +0000 |
| Message-ID | <uoukkp$2fiam$1@dont-email.me> |
| In reply to | #506 |
On 25/01/24 18:15, Patricia Ferreira wrote: > Já começou hoje. Já comecei há mais tempo. Já tinha conta no overleaf (bem bonito) e fiz lá umas coisas... mas não prossegui porque pensei deixar para quando tivesse mais tempo (não me pareceu difícil, apenas moroso). O problema é que a altura em que temos tempo nunca chega... estamos (estou) sempre com outras coisas mais urgentes para fazer. Neste momento estou mesmo bastante ocupado...
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| From | Patricia Ferreira <pferreira@example.com> |
|---|---|
| Date | 2024-01-25 21:08 -0300 |
| Message-ID | <87ttn1c5xg.fsf@example.com> |
| In reply to | #507 |
Ninguém <usenet@rasparta.org> writes:
> On 25/01/24 18:15, Patricia Ferreira wrote:
>> Já começou hoje.
>
> Já comecei há mais tempo. Já tinha conta no overleaf (bem bonito) e
> fiz lá umas coisas... mas não prossegui porque pensei deixar para
> quando tivesse mais tempo (não me pareceu difícil, apenas moroso).
> O problema é que a altura em que temos tempo nunca chega... estamos
> (estou) sempre com outras coisas mais urgentes para fazer. Neste
> momento estou mesmo bastante ocupado...
Um hábito de anotações é uma ferramenta importante pra quem tem pouco
tempo. Se estiver escrevendo programas, mantenha parágrafos explicando
o que você tem em mente, especialmente quando for encerrar as atividades
pelo dia. Quando você voltar, você relê os parágrafos, obtendo o exato
contexto mental que tinha antes. De outra forma, as pessoas ficam
admirando a tela do computador por horas sem saber o que estava fazendo
e onde estavam.
Considere ``programação letrada''. O problema aí é que programação
letrada exige o uso de ferramentas não-triviais e você já está sem tempo
pra LaTeX.
Use um mero arquivo-texto; mantenha um ``diário'' do seu trabalho.
Abaixo, um exemplo. (Mas seja mais detalhado que isso.) Faça o mesmo
se estiver estudando alguma coisa---se estiver estudando latim, veja
abaixo.
(*) A robot example
Sat Aug 12 08:44:30 EDT 2006. Rewrote the plug-in system. Now the
plugin system is composed by a daemon called plugger. The daemon is
responsible to handle all the plugin work. I like it.
Sun Jun 25 07:19:51 EDT 2006. Implemented a plug-in system. Now
we can take advantage of scripts. Users who type ``@program arg1 arg2
... argn'' cause the robot to run program with the args in argv[] and
she outputs it back. So now we can implement a lot of features. See
PLUGINS for more information.
[...]
Sun Nov 06 05:21:55 GMT 2005. The algorithm I wrote yesterday doesn't
work. I mean---it works for buffers arriving with one or less lines;
whenever a socket receives more than one line, the algorithm makes a
mistake which is not even worth describing.
Sat Nov 05 10:36:32 GMT 2005. I wrote a mini library called peer.a
which implements peer_feed() and peer_getln() which does the job
without hacking djb's io library.
Sat Nov 01 15:56:26 GMT 2005. The intention is to create a function
getln() that will work with the base code of djb but without his
alloc.a library and without dynamic buffers of any sort. We want
static buffers everywhere.
(*) Latin example
Latin has six tenses; they are: present, future, imperfect, perfect,
future perfect and past perfect. To conjugate a verb is to list all of
its forms in a particular tense. In Latin, endings change to denote
person, number, tense, mood and voice. The verb \latin{laudare} means
``to praise'' and, in the present tense, we conjugate it as: ego laudo,
tu laudas, is laudat, nos landamus, vos laudatis, ei laudant.
[...]
The word ``syntax'' refers to the organization of words in a
sentence. When a computer tells a programer ``syntax error'' it means
that the rules for the organization of the words in a command line are
not being respected. The word syntax comes from the Greek
\latin{syntattein} which means ``to arrange,'' so notice that the syntax
of language is a convention.
Consider the sentence ``the poet gives big roses to the girl.'' In
Latin, this is written as ``poeta puellae magnas rosas dat.''
Literally, in English, we read ``poet girl large roses gives.''
A typical order is: subject and its modifiers, the indirect object,
the direct object, adverbs, and verb. In English, if I throw a ball at
the dog, in Latin ``I dog ball throw.''
[...]
That's good for today. Next step we translate the green-grass poem.
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| From | Ninguém <usenet@rasparta.org> |
|---|---|
| Date | 2024-01-26 07:58 +0000 |
| Message-ID | <ef4972d74f7d589169584368c44bf76ec73fa5f3.camel@rasparta.org> |
| In reply to | #508 |
Patricia Ferreira (pferreira@example.com) escreveu no dia 2024-01-25 (Thursday), cerca das 21:08 -0300: > Um hábito de anotações é uma ferramenta importante pra quem tem pouco > tempo. Obrigado, Patrícia. Eu tenho uma forma de "hábito de anotações" próprio... um bocado confuso, talvez. Consiste numa data (um monte) de ficheiros .org espalhados por todo o lado... Mas vou pensar nessa ideia e ver o que posso aproveitar e integrar (como normalmente faço com todas as dicas de produtividade com que vou contactando). Já agora: Parece-me que os informáticos são especialmente uns "suckers" por esse tipo de assuntos. Os blogs de informáticos estão cheios dessa temática (quando comparados com sites de culinária, por exemplo). Por que será? Ou será que estou mais alerta para dicas informáticas, e não ligo tanto para como guardar os vegetais frescos por mais tempo?... Bom, fiquem bem e produtivos. ;-)
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| From | Patricia Ferreira <pferreira@example.com> |
|---|---|
| Date | 2024-01-26 12:08 -0300 |
| Message-ID | <87a5osceub.fsf@example.com> |
| In reply to | #509 |
Ninguém <usenet@rasparta.org> writes: > Patricia Ferreira (pferreira@example.com) escreveu no dia 2024-01-25 > (Thursday), cerca das 21:08 -0300: >> Um hábito de anotações é uma ferramenta importante pra quem tem pouco >> tempo. > > Obrigado, Patrícia. You're welcome! > Eu tenho uma forma de "hábito de anotações" próprio... um bocado > confuso, talvez. Lol. Organize-se. :-) > Consiste numa data (um monte) de ficheiros .org espalhados por todo o > lado... Tem dois tipos de anotações. Existem aquelas que servem só pra nos lembrar onde estávamos e existem aquelas que concluem alguma coisa. Eis o que escrevi ondem pra continuar o trabalho hoje. ;; Where are we? We have the following bug. When Sylpheed posts, ;; we're getting line endings \r\r\n. This does not happen in any ;; other way. We don't know what the problem is. Why is that a ;; problem? Who is doing this? Is it really Sylpheed? Or is that we ;; somehow? We care because otherwise we cannot parse it! So we have ;; a bug in parsing-article procedure for sure. If sylpheed always ;; sends \r\r\n\r\r\n, we will never find \r\n\r\n between HEADER and ;; BODY. (We should skip this article in which case.) Resolvido o bug, essa anotação não serve pra mais nada. Por que eu abriria um outro arquivo só pra isso? (E olha que pra eu anotar alguma coisa isolada em org-mode, basta eu dizer C-c n a meu GNU EMACS. Command [n]otes. Abre meu notes.org.) Outro tipo é aquela em que alguma coisa é concluída. Essa anotação é uma espécie de relatório-aula. Compreendi a visão do autor e tenho um exemplo que ilustra muito bem a visão; redijo uma aula sobre o assunto. Aí uso LaTeX, crio um pacote e levo ele comigo pro resto da vida. Ao longo dos anos, releio mil vezes, reescrevo. Com isso a gente memoriza aquele conteúdo quase que de forma permanente também, o que é útil. [...] > Já agora: Parece-me que os informáticos são especialmente uns > "suckers" por esse tipo de assuntos. Os blogs de informáticos estão > cheios dessa temática (quando comparados com sites de culinária, por > exemplo). Por que será? Ou será que estou mais alerta para dicas > informáticas, e não ligo tanto para como guardar os vegetais frescos > por mais tempo?... Bom, fiquem bem e produtivos. ;-) A ciência é um trabalho árduo assim, creio. Org-mode do GNU EMACS foi escrito por um astrônomo, uma pessoa que anota com frequência. A escrita é uma espécie de sistema de computação. A escrita é vital pro raciocínio. Por serem íntimos de linguagens de programação, os ``informáticos'' podem ter uma inclinação maior pra escrita, embora muitos ``informáticos'' não consigam escrever um parágrafo sequer, o que usualmente implica uma dificuldade de pensamento técnico. Sofistique sua escrita e provavelmente sofisticarás seu pensamento técnico. Talking about your ideas with other people is a good way to develop them. But even after doing this, you'll find you still discover new things when you sit down to write. There is a kind of thinking that can only be done by writing. -- Paul Graham, 2022. https://paulgraham.com/read.html
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| From | Patricia Ferreira <pferreira@example.com> |
|---|---|
| Date | 2024-01-26 12:58 -0300 |
| Message-ID | <87y1ccaxya.fsf@example.com> |
| In reply to | #510 |
Patricia Ferreira <pferreira@example.com> writes: [...] > A escrita é uma espécie de sistema de computação. A escrita é vital pro > raciocínio. Por serem íntimos de linguagens de programação, os > ``informáticos'' podem ter uma inclinação maior pra escrita, embora > muitos ``informáticos'' não consigam escrever um parágrafo sequer, o que > usualmente implica uma dificuldade de pensamento técnico. Sofistique > sua escrita e provavelmente sofisticarás seu pensamento técnico. > > Talking about your ideas with other people is a good way to develop > them. But even after doing this, you'll find you still discover new > things when you sit down to write. There is a kind of thinking that > can only be done by writing. -- Paul Graham, 2022. > > https://paulgraham.com/read.html Lol. Ele diz a mesma coisa todo ano. Talking or writing about the things you're interested in is a good way to generate new ideas. When you try to put ideas into words, a missing idea creates a sort of vacuum that draws it out of you. Indeed, there's a kind of thinking that can only be done by writing. -- Paul Graham, 2023. https://paulgraham.com/greatwork.html
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| From | Patricia Ferreira <pferreira@example.com> |
|---|---|
| Date | 2024-01-26 15:00 -0300 |
| Message-ID | <87jznwasad.fsf@example.com> |
| In reply to | #510 |
Patricia Ferreira <pferreira@example.com> writes: [...] > Tem dois tipos de anotações. Existem aquelas que servem só pra nos > lembrar onde estávamos e existem aquelas que concluem alguma coisa. Eis > o que escrevi ondem pra continuar o trabalho hoje. > > ;; Where are we? We have the following bug. When Sylpheed posts, > ;; we're getting line endings \r\r\n. This does not happen in any > ;; other way. We don't know what the problem is. Why is that a > ;; problem? Who is doing this? Is it really Sylpheed? Or is that we > ;; somehow? We care because otherwise we cannot parse it! So we have > ;; a bug in parsing-article procedure for sure. If sylpheed always > ;; sends \r\r\n\r\r\n, we will never find \r\n\r\n between HEADER and > ;; BODY. (We should skip this article in which case.) Eis como continuei hoje. ;; How can we discover who is to blame? Use a different client first. ;; But no others work. Lol! What are we going to do? I've no idea. Reconheci minha inabilidade pra projetar software e desisti, ou seja, comecei a usar um debugger---Wireshark. Descobri. ;; It's us doing it. Someone is substituting 0a into 0d 0a. Since ;; Sylpheed already ends lines with 0d 0a, then we end up with what we ;; see. Onde estava o problema? Não é na entrega ao sistema de arquivos porque estou fazendo isso de forma binária. Não é o recebimento do sistema de arquivos porque estou fazendo isso de forma binária. Então onde poderia ser? Não chega da rede com essa adulteração. Então onde poderia ser? Na leitura da rede. Em suma, não era o Windows fazendo tradução de \n pra \r\n. O protocolo NNTP exige \r\n. Sabe o que era? Meu código lê os dados linha por linha. Common Lisp read-line remove \n. Então as linhas vinham como linha\r Ao juntar todas as linhas, eu fazia (str:join \r\n (list linha1\r linha2\r)) e aí, obviamente, terminava com \r\r\n. Solução: (strip-carriage-return (read-line)). Mas nada disso é interessante o suficiente. Então destruímos a anotação e vida que segue. (*) O que seria interessante? Interessante parece ser o fato de que preciso de um debugger. Não consigo ver a comunicação com clareza. Nem meu software me permite ver a comunicação com clareza e nem o cliente. Isso não é mau design? Parece. Se levarmos essa consideração a sério, aí sim podemos escrever um documento inteiro pra posteridade.
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| From | Ninguém <usenet@rasparta.org> |
|---|---|
| Date | 2024-01-28 21:02 +0000 |
| Message-ID | <b9923888e3708546a50628e3771088400a1fab46.camel@rasparta.org> |
| In reply to | #510 |
Patricia Ferreira (pferreira@example.com) escreveu no dia 2024-01-26 (Friday), cerca das 12:08 -0300: > Tem dois tipos de anotações. Existem aquelas que servem só pra nos > lembrar onde estávamos e existem aquelas que concluem alguma coisa. Interessante. Eu uso simplesmente um documento todo.org em cada diretoria que armazena cada um dos meus projetos. Anoto o que tenho que fazer (e o que já fiz) em cada um. Depois de concluído cada projeto, eu armazeno-o. Por isso o todo.org fica armazenado para referência. Mas tenho tido pouco cuidado em explicitar exatamente como é que concluo cada tarefa e o que aprendo entretanto. Vou procurar desenvolver um pouco mais essa vertente no meu método.
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| From | Patricia Ferreira <pferreira@example.com> |
|---|---|
| Date | 2024-01-28 22:36 -0300 |
| Message-ID | <87a5ooq5t0.fsf@example.com> |
| In reply to | #513 |
Ninguém <usenet@rasparta.org> writes: > Patricia Ferreira (pferreira@example.com) escreveu no dia 2024-01-26 > (Friday), cerca das 12:08 -0300: >> Tem dois tipos de anotações. Existem aquelas que servem só pra nos >> lembrar onde estávamos e existem aquelas que concluem alguma coisa. > > Interessante. > Eu uso simplesmente um documento todo.org em cada diretoria que > armazena cada um dos meus projetos. > Anoto o que tenho que fazer (e o que já fiz) em cada um. > Depois de concluído cada projeto, eu armazeno-o. Por isso o todo.org > fica armazenado para referência. Mas tenho tido pouco cuidado em > explicitar exatamente como é que concluo cada tarefa e o que aprendo > entretanto. > Vou procurar desenvolver um pouco mais essa vertente no meu método. Olha, não sei se é interessante armazenar um todo.org numa diretoria que só Deus sabe quando você vai olhar novamente. Se é algo que você precisa fazer, talvez fosse melhor estar onde você olha todo dia. Mas estou me referindo a tarefas como pagar contas. (A caixa postal de e-mail é um ótimo lembrete se você olha e-mail quase todo dia.) Quando o assunto é projeto, coisas intelectuais, sugiro você dissertar sobre---como você já deve fazer no seu todo.org---e armazenar numa espécie de apresentação do trabalho. Por exemplo, eis o que esse rapaz fez: https://cr.yp.to/djb.html Você pode fazer o mesmo e pode até fazer offline. Não precisa ser público como desse rapaz aí, não. O público tem vantagens. O privado também. Não precisa ser em HTML, não. Nem recomendo. Mas o HTML pode ser uma boa forma de apresentar suas anotações. O próprio rapaz aí faz isso em https://cr.yp.to/papers.html As anotações estão em PDF, mas a apresentação é feita em HTML.
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| From | Ninguém <usenet@rasparta.org> |
|---|---|
| Date | 2024-01-29 08:47 +0000 |
| Message-ID | <541beee52a6cb36832f4497f7b0ceb3a88b8e719.camel@rasparta.org> |
| In reply to | #514 |
A caixa de email, para mim, não é uma boa solução. Eu penso que tenho uma solução melhor. Simplificando: Tenho uma tecla de atalho para abrir um desses todo.org que diariamente é enviado para o dropbox - assim armazeno lá qualquer coisa (afazer) em qualquer altura e vou mantendo o estado e as anotações à medida que vou trabalhando. O meu telefone diariamente vai buscar esse ficheiro (com a app orgzly) ao dropbox. Tem o benefício de ser dinâmico - eu "reconstruo" esse ficheiro (na realidade, outro ficheiro) com informações captadas no meu computado com informações de vária natureza - por exemplo um calendário com o o programa cal, o meu treino que vai buscar ao meu projeto de manutenção da saúde... No sentido contrário é mais complicado: tenho que armazenar o que surge em minha mente noutra aplicação e visualizar no computador em casa. Talvez desse para usar o orgzly no sentido contrário, mas ainda não explorei isso. Aquilo a que te referiste como "dissertar sobre..." é que faço pouco (apenas umas anotações esquemáticas, normalmente listas) Exemplo (fica assim): * DONE IRS Até abril?!... - [X] Validar as faturas Até fevereiro - [X] Ver se tenho o doc. anual Recebi por email - [X] ... - [X] Submeter Este ano, mais uma vez, acabei por simplesmente aceitar qualquer proposta indecente que eles fizeram. No ano seguinte, é só desenterrar o projeto impostos e refazer.
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| From | Patricia Ferreira <pferreira@example.com> |
|---|---|
| Date | 2024-01-29 11:30 -0300 |
| Message-ID | <8734ugnre8.fsf@example.com> |
| In reply to | #515 |
Ninguém <usenet@rasparta.org> writes: > A caixa de email, para mim, não é uma boa solução. Eu penso que tenho > uma solução melhor. [...] > Aquilo a que te referiste como "dissertar sobre..." é que faço pouco > (apenas umas anotações esquemáticas, normalmente listas) > Exemplo (fica assim): > > * DONE IRS > Até abril?!... > - [X] Validar as faturas > Até fevereiro > - [X] Ver se tenho o doc. anual > Recebi por email > - [X] ... > - [X] Submeter > Este ano, mais uma vez, acabei por simplesmente aceitar qualquer > proposta indecente que eles fizeram. > > No ano seguinte, é só desenterrar o projeto impostos e refazer. É. Uma coisa é fazer compras, pagar impostos. Pra fazer compras e pagar impostos também uso o org-mode como você. Outra coisa é trabalhar na compreensão de ideias. O que diz e como se prova o teorema fundamental da aritmética? Aí parágrafos são inevitáveis. O e-mail serve bem quando a tarefa chega por e-mail. Às vezes recebemos uma mensagem que não vamos responder na hora; mantê-la na caixa postal sempre nos lembra que ela está lá. Já levei anos pra responder um e-mail, mas respondi. Respondido o e-mail, arquiva-se. Vejo pessoas usando e-mail assim: e-mails chegam; alguns serão respondidos, outros não; alguns serão lidos; outros nem isso; todos ficam na caixa postal; a pessoa não consegue distinguir o que é que precisa da atenção dela do que não precisa. Sem problema. Cada um vive como deseja. Em algumas, não há um senso de---isso é ingerenciável; preciso fazer de outro jeito. A gente nota isso quando a pessoa um dia resolve te mostrar alguma coisa no e-mail dela e você vê---1658 e-mails não lidos. (Lol!) ``Não lidos''. Tipo assim---``isso aqui é minha caixa de lixo''. Com uma pessoa assim, não fique bravo quando um dia seu e-mail (pra ela) não for respondido. Você acabou de incrementar o contador que estava em 1658. A pessoa ``não tem culpa''. É o que ela sabe fazer.
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| From | Ninguém <usenet@rasparta.org> |
|---|---|
| Date | 2024-01-29 15:06 +0000 |
| Message-ID | <dddd899a27aa5cbe74b7d8d8583ca1c58691dfd4.camel@rasparta.org> |
| In reply to | #516 |
Patricia Ferreira (pferreira@example.com) escreveu no dia 2024-01-29 (Monday), cerca das 11:30 -0300: > O e-mail serve bem quando a tarefa chega por e-mail. Às vezes > recebemos > uma mensagem que não vamos responder na hora; mantê-la na caixa > postal > sempre nos lembra que ela está lá. Já levei anos pra responder um > e-mail, mas respondi. Respondido o e-mail, arquiva-se. E exatamente isso que faço. Uma espécie de "inbox quase zero". Normalmente está a zero, só não está quando tenho algo a que dar seguimento, que normalmente não demora anos! Hehehe.
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| From | Patricia Ferreira <pferreira@example.com> |
|---|---|
| Date | 2024-01-29 13:24 -0300 |
| Message-ID | <87sf2gkszy.fsf@example.com> |
| In reply to | #517 |
Ninguém <usenet@rasparta.org> writes: > Patricia Ferreira (pferreira@example.com) escreveu no dia 2024-01-29 > (Monday), cerca das 11:30 -0300: >> O e-mail serve bem quando a tarefa chega por e-mail. Às vezes >> recebemos >> uma mensagem que não vamos responder na hora; mantê-la na caixa >> postal >> sempre nos lembra que ela está lá. Já levei anos pra responder um >> e-mail, mas respondi. Respondido o e-mail, arquiva-se. > > E exatamente isso que faço. Uma espécie de "inbox quase zero". > Normalmente está a zero, só não está quando tenho algo a que dar > seguimento, que normalmente não demora anos! Hehehe. Queria poder dizer que a minha está zerada também, mas na verdade ela quase nunca está. Mas por mim tudo bem. :-)
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