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Groups > pt.comp.so.linux > #2829

Re: Iniciar variáveis na gnome-shell

From Patricia Ferreira <pferreira@example.com>
Newsgroups pt.comp.so.linux
Subject Re: Iniciar variáveis na gnome-shell
Date 2020-06-30 18:30 -0300
Organization Aioe.org NNTP Server
Message-ID <86ftaci6m1.fsf@example.com> (permalink)
References (1 earlier) <rdavng$119n$1@adenine.netfront.net> <rdc6p8$1rfv$1@gioia.aioe.org> <rdd7pj$fur$1@gioia.aioe.org> <86d05hsn3n.fsf@example.com> <rddk6c$aao$1@gioia.aioe.org>

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Ninguém <usenet@rasparta.org> writes:

> On 29/06/20 20:12, Patricia Ferreira wrote:
>> Pensa só.  Você vasculha essas configurações todas, especificamente
>> ajusta cada detalhe do sistema pro seu jeito.  Cedo ou tarde você vai
>> instalar um novo sistema e terás que refazer tudo de novo.
>
> Tens alguma outra solução?
> Sou todo ouvidos :-)

Não parece haver uma solução ideal.  Os sistemas UNIX populares são
todos muito dinâmicos.  Há pelo menos dois tipos de sistemas que são
relevantes pra mim, o que nos gera dois problemas: (1) é preciso ter um
sistema UNIX que seja bom para pesquisa, (2) um sistema UNIX que seja
bom como ferramenta do dia-a-dia, ou seja, comunicação com outras
pessoas, escrever documentos e programas.

Você está certamente envolvido com o problema (2), dado que você fala em
GNOME e Nautilus.  Não creio que você vá gostar da solução que posso
oferecer, mas aqui vai.

O sistema que estudei e com o qual me sinto confortável é um sistema
UNIX qualquer.  Nunca me interessei por qualquer sistema específico.
Pra mim não existem Redhats, Slackwares et cetera.  Pra mim o termo UNIX
se refere ao subconjunto comum de sistemas da família.  Nunca me envolvi
com ferramentas que sabia que não encontraria em qualquer outro UNIX.
Isso por si só me afastou da interface gráfica como um todo, embora
tenha estudado um mínimo sobre o X e seu protocolo só pra entender como
funciona a comunicação entre programas de interface gráfica.

Mas infelizmente a solução para (2) só parece vir do Microsoft Windows.

Por quê?  Porque é o sistema que trivialmente nos permite instalar
vários programas num único diretório.  Os programas que preciso são
programas totalmente independentes do Windows em si.

Então a solução pra (2) veio da seguinte forma.  O que preciso são
algumas linguagens de programação, um editor de textos, que é o GNU
EMACS, uso e-mail, USENET, preciso de dezenas de programas UNIX como
compiladores, um shell, make, ... Também preciso de um bom leitor de
PDF, como sistema de composição tipográfica minha escolha tem sido o
LaTeX.

O GNU EMACS é chave nesta solução.  Ele é o sistema em si.

Peguei meu GNU EMACS compilado pro Windows e instalei aloquei ele num
certo diretório de rápido acesso.  O GNU EMACS não é amigável no Windows
porque ele depende de uma série de programas UNIX que você não encontra
no Windows, como aspell, um shell, make, compiladores, linguagens de
programação, et cetera.  Então, assim como você ajusta suas ferramentas
no seu sistema UNIX hoje, ajustei as minhas no GNU EMACS no Windows.
Peguei cada linguagem de programação que uso, configurei o GNU EMACS pra
usá-las.  Peguei cada executável que o GNU EMACS precisa como, por
exemplo, o aspell.exe.  O MikTeX é uma excelente distribuição LaTeX.

Instalei todos eles num único diretório no meu Windows.  Nada neste
diretório depende do Windows.  Qualquer Windows serve.  Se meu HD pifar
agora, basta encontrar outro sistema Windows, baixar um arquivo ZIP, que
é meu backup, desempacotar o backup e rodar o GNU EMACS.  O GNU EMACS
não depende de qualquer caminho do sistema de arquivos.  Quando ele
abre, meu laboratório está totalmente pronto como sempre.

Essa solução me ocorreu em 2015.  Estou absolutamente feliz com ela há
cinco anos.  É a melhor ferramenta de trabalho que já construí.  

Já experimentei a recuperação do sistema algumas vezes.  Não por
disastre, mas passar o fim de semana fora de casa e levar apenas um
pendrive para espetar no computador de outras pessoas e poder trabalhar
exatamente como faço no meu escritório --- exceto pelo teclado, é claro.

Até isso é importante.  Um backup é preciso ser testado.  Se você só
testá-lo quando for precisar de verdade, talvez descubra que nunca teve
um backup.  Backup não é só ter os dados.  É também ter uma estratégia
rápida de recuperação.

Pra solucionar (1), congelei um UNIX em 2009 que serve como laboratório.
Permita-me chamar esse sistema pelo nome P.  O arquivo ISO de P ocupa
170 MiB.  P é instalado com uma única linha de comando após o boot.
Instalado, P vem configurado com tudo que preciso lá dentro, aguardando
só por um endereço IP.  

Ano passado fiz um experimento envolvendo dois sistemas novos na nuvem.
Não consegui usar meu UNIX congelado em 2009 porque o kernel do sistema
não suportou o hardware da nuvem.  (Fiquei sem um hard disk pra instalar
o sistema.)  Isso é o que se paga por usar um sistema antigo.  

Mas num hardware típico como o que se encontra em virtualizadores, P é
plenamente utilizável.  Outro dia ao ler uma mensagem neste grupo, uma
pergunta sobre ARP me surgiu e com isso eu instalei 5 cópias de P na
tentativa de respondê-la.

Enfim, a solução (1) tem um tempo de vida útil, mas que dura certamente
pelo menos uma década.  A solução (2) durante um plural de décadas
porque o Windows é excepcionalmente retrocompatível.

É o relatório.

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Iniciar variáveis na gnome-shell Ninguém <usenet@rasparta.org> - 2020-06-28 09:40 +0100
  Re: Iniciar variáveis na gnome-shell Paulo da Silva <p_s_d_a_s_i_l_v_a_ns@netcabo.pt> - 2020-06-28 21:48 +0100
    Re: Iniciar variáveis na gnome-shell Ninguém <usenet@rasparta.org> - 2020-06-29 08:55 +0100
      Re: Iniciar variáveis na gnome-shell Paulo da Silva <p_s_d_a_s_i_l_v_a_ns@netcabo.pt> - 2020-06-29 18:18 +0100
        Re: Iniciar variáveis na gnome-shell Patricia Ferreira <pferreira@example.com> - 2020-06-29 16:12 -0300
          Re: Iniciar variáveis na gnome-shell Ninguém <usenet@rasparta.org> - 2020-06-29 21:50 +0100
            Re: Iniciar variáveis na gnome-shell Paulo da Silva <p_d_a_s_i_l_v_a_ns@nonetnoaddress.pt> - 2020-06-29 22:21 +0100
            Re: Iniciar variáveis na gnome-shell Patricia Ferreira <pferreira@example.com> - 2020-06-30 18:30 -0300
              Re: Iniciar variáveis na gnome-shell Ninguém <usenet@rasparta.org> - 2020-07-01 15:53 +0100
                Re: Iniciar variáveis na gnome-shell Patricia Ferreira <pferreira@example.com> - 2020-07-01 13:12 -0300
                Re: Iniciar variáveis na gnome-shell Paulo da Silva <p_d_a_s_i_l_v_a_ns@nonetnoaddress.pt> - 2020-07-01 21:02 +0100
                Re: Iniciar variáveis na gnome-shell Ninguém <usenet@rasparta.org> - 2020-07-01 21:27 +0100
                Re: Iniciar variáveis na gnome-shell Ninguém <usenet@rasparta.org> - 2020-07-01 21:15 +0100
                Re: Iniciar variáveis na gnome-shell Patricia Ferreira <pferreira@example.com> - 2020-07-01 17:55 -0300
          Re: Iniciar variáveis na gnome-shell Patricia Ferreira <pferreira@example.com> - 2020-07-05 10:49 -0300
        Re: Iniciar variáveis na gnome-shell Ninguém <usenet@rasparta.org> - 2020-06-29 21:52 +0100
  Re: Iniciar variáveis na gnome-shell Ninguém <usenet@rasparta.org> - 2020-07-09 11:01 +0100
    Re: Iniciar variáveis na gnome-shell Ninguém <usenet@rasparta.org> - 2020-07-09 11:27 +0100

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