Path: csiph.com!weretis.net!feeder8.news.weretis.net!eternal-september.org!feeder3.eternal-september.org!news.eternal-september.org!.POSTED!not-for-mail From: Patricia Ferreira Newsgroups: pt.comp.programacao Subject: Re: Lisp, um mapa de trajeto Date: Fri, 12 Jan 2024 11:37:56 -0300 Organization: A noiseless patient Spider Lines: 79 Message-ID: <877cke4ny3.fsf@example.com> References: <87sf37ajzn.fsf@example.com> <87y1cy8z8u.fsf@example.com> <87v881z5qs.fsf@brilhante.top> <87a5pd6kuv.fsf@yaxenu.org> <8734v3ztrz.fsf@brilhante.top> MIME-Version: 1.0 Content-Type: text/plain; charset=utf-8 Content-Transfer-Encoding: 8bit Injection-Info: dont-email.me; posting-host="eed6aa8f2a6a1f5c36baf911abd57201"; logging-data="3678340"; mail-complaints-to="abuse@eternal-september.org"; posting-account="U2FsdGVkX1/WidGCRfubJ2NmRAuRKzjFrfEJGKxMJ1g=" Cancel-Lock: sha1:Yvy5ZBuMceYQpax4U8JgyVpQBWA= sha1:R7bDINI/tGVwiV45IiWwfzGAfAU= Xref: csiph.com pt.comp.programacao:131 Daniel Cerqueira writes: > Patricia Ferreira writes: > >> Que bom! E que bom que você conhece C também. > > Sim, aprendi na Universidade do Minho. Infelizmente zero Lisp no curso > de Engenharia Informática. Apenas Haskell. Ou felizmente. Talvez você odiasse Lisp. É o que acontece com matemática e português, dado que (quase) todas as crianças vão à escola. >>> Patrícia, quais livros de Lisp leste, e quais recomendas? Que tipo de >>> Lisp fala esses livros? >> >> Os livros de Lisp que realmente li foram o HtDP e o SICP. Tem muita >> coisa a se conversar aí. O Practical Common Lisp vai te apresentar um >> jeito Common Lisp de escrever, mas é preciso saber se você já tem um >> pouco do jeito Lisp de pensar --- antes do jeito Common Lisp. Você tem >> sentido alguma dificuldade em algum lugar que você consiga descrever? A >> gente começa a conversa por aí. > > A dificuldade que tenho é apenas em decorar as várias funções/macros da > linguagem. Qual delas? Common Lisp? > Fora isso tenho andado bem, a passo lento, com tempo para assimilação. Vamos começar bem do zero e investigar onde estamos. (Estou assumindo Common Lisp.) Qual seria um bom nome pro procedimento abaixo? Quanto tempo você levou pra chegar a sua resposta? (defun f (ls) (cond ((null ls) nil) ((consp ls) (or (string= (car ls) "gluten") (f (cdr ls)))))) >> Estou iniciando com Common Lisp --- descobri esses dias. Não sabia que >> era tão divertido usar Common Lisp. São poucos dias ainda, mas a gente >> sabe o que gosta quando vê. É /absolutamente/ a melhor experiência que >> já tive. Uso o GNU EMACS há muitos anos. Agora estou usando SLIME e >> SBCL. Estou me divertindo *muito mais* com SBCL e SLIME do que com >> Racket e racket-mode. Muito mais. As mensagens de erro do SBCL são >> maravilhosas comparadas às mensagens de erro de Racket. > > Que bom que também partilhas este prazer. Escrever Common Lisp é > maravilhoso. Principalmente com o GNU Emacs. > > Eu não uso SLIME porque não dá para criar imagens lisp com o SLIME. Uso > M-x run-lisp , e assim já consigo usar o save-lisp-and-die. Tenho uma > atitute minimalista com o software, uso apenas aquilo que realmente > preciso, tento não usar dois softwares que fazem a mesma coisa. Mas assim você não tem uma integração entre seu buffer no GNU EMACS e o *inferior-lisp*. Você não vai usar save-lisp-and-die o tempo todo. Lembre-se de que você pode e deve manter o estado do seu programa num programa.lisp. Você consegue reproduzir a imagem de Lisp sempre. Não precisa salvá-la por completo assim. > Patricia, eu li e recomendo ler, os livros do John McCarthy sobre Lisp. Vamos enumerar esses livros. Qual o primeiro que você recomenda? > Que personagem. Dá para ver nos livros dele que ele era uma pessoa > brilhante. São simples e fácil de entender. Quem lê, fica a saber a > raíz por onde começou. Que é a melhor maneira de adquirir conhecimento. > > Um dos seus websites é: http://www-formal.stanford.edu/jmc/ Maravilha. Vamos lembrar também que quando John McCarthy inventou Lisp, ele não pensava na linguagem como uma linguagem de programação. Foi Steve Russell, orientando de John McCarthy que viu que o procedimento /eval/ poderia e deveria virar um programa de computador. Quando John McCarthy ouviu a ideia direto do próprio Steve Russell, ele achou que o Steve Russell estava viajando. A história é contada pelo próprio McCarthy.